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Queridos leitores,

 

Hoje vou fazer do post o meu diário e desabafar convosco sobre um sentimento agridoce que tenho sentido nos últimos dias. É quase como que uma mistura de felicidade e vazio, ou no fundo, uma felicidade em que falta algo. Já esmiuço:

 

AGRI

- Ando completamente alienada do facto de estar em plena época de exames. Apetece-me fazer tudo menos estudar. Só espero conseguir safar-me a todas as cadeiras na mesma. Gosto muito do meu curso mas desde que decidi que quero mesmo Psiquiatria, estudar outras especialidades que nunca vou exercer é muito mais penoso. Gosto das aulas mas não gosto de ter que estudar com pressão para uma série de exames... O que vale é que é a penúltima época de exames deste curso, se tudo correr bem... Vamos lá ver;

 

- Ando demasiado carente. Há muito tempo que não me sentia assim e não consigo perceber completamente a génese do problema. Talvez motivada pelo facto de andar a receber atenção diariamente há coisa de mês e pouco de uma pessoa e dessa mesma pessoa ter mudado de atitude comigo do nada. Mas no entretanto, senti-me orgulhosa de me pôr em primeiro lugar e de explicar a essa mesma pessoa que ela não me estava a fazer bem e afastar-me. Senti-me orgulhosa por aplicar os conselhos que vos dou na prática, fugindo ao to quoque que tantos e tantos fazem. Quando fico mais carente, tento ocupar a mente a ouvir boa música, a ler ou a escrever. A fazer coisas que gosto. E eventualmente esta necessidade de atenção vai diminuir e vou voltar a ser a Diana forte e independente que não se deixa abalar pelas atitudes dos outros, mesmo que poucochinho. 

 

 

DOCE

- Ando extremamente interessada nas minhas leituras atuais. Acabei o 12 Regras para a Vida: Um antídoto para o caos (que só recomendo se for emprestado e não gastarem dinheiro com ele) do Jordan Peterson, e comprei logo 2 novos livros numa feirinha do livro junto à estação do oriente. Estou completamente apaixonada pelo que estou a ler atualmente, sobre interpretação de recordações, Estas recordações que nos comandam escrito por Patrick Estrade, um psicólogo francês. Está a ensinar-me imenso sobre psicologia. E comecei ainda o Não se brinca com coisas sérias, do Amílcar Monteiro, a quem encomendei o livro ainda em 2019. Este é incrivel para ler antes de dormir e adormecer bem disposta.

 

- Ando apaixonada por música. As minhas playlists tem incluído muito The Beatles, como sempre. Mas tenho sido bastante eclética porque também tenho ouvido muito Alabama Shakes, Noiserv, Ornatos, Oasis, Slow J (sim, nada a ver!), entre outros. A música que não me tem saído da cabeça é a Devagar, dos Ornatos, não só por ser linda mas porque tem uma letra ainda mais bonita. Também voltei a viciar-me em solos de xilofones e vibrafones. Quero muito comprar um. Esqueçam, é um amor platónico louco.

 

- Ando orgulhosa do meu trabalho na página, especialmente por todas as mensagens que tenho recebido nos últimos dias, de apoio e de admiração, por este meu projeto lindo que está finalmente a crescer como merece. E não é que ter 400 seguidores fosse mau, já que estivesse a ajudar um só desses 400 já estava algum tipo de missão cumprida. Mas quantos mais chegam, mais probabilidade tenho de ajudar alguém com o projeto. Apareci no Maluco Beleza na última quarta-feira e deram-me tempo de antena como patrona para promover um projeto. Escolhi promover a página, por ser um projeto que já vai fazer um ano e que tem realmente intenções puras. Podia ter falado do novo podcast, mas já lá vamos. Como é recente, optei por promover o projeto mais maduro a meu ver, com inteligência. Quase duplicamos os seguidores em meia dúzia de dias! E receber motivação/agradecimentos/novos testemunhos/novas pessoas que se sentem de algum modo ajudadas pela página, é o melhor presente;

 

- Ando motivada com o meu podcast, que ainda só tem três episódios mas que já me deu três ocasiões de conversas incríveis com pessoas que adoro. Se no futuro correr tão bem com estes três primeiros convidados, só tenho razões para sorrir. Não criei o podcast para ser conhecida por ele. Criei-o pela curiosidade que tenho neste campo da psicologia das relações. E só vos tenho a dizer que me aproximou (e bem) às três pessoas que entrevistei. Estou ansiosa por mais conversas. Por aproximações inesperadas a pessoas que já considerava próximas. É tão bom ter pessoas inspiradoras na nossa vida, que de alguma forma lhe acrescentam. Sou muito grata por isso;

 

 

Ando feliz com a minha vida no geral. Não tenho muitas razões para me queixar. Mas é bom fazer estas reflexões para perceber que o que considero problemas, muitas vezes não o são realmente, quando penso na sorte que tenho em ter tudo o resto. E aprendi a desvalorizá-los. E a racionalizar. Dizem que é isto que é ser adulta. E em tempos eu tive medo disso. Neste momento ando orgulhosa da que me estou a tornar. E é delicioso.



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