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Lunáticos,

 

São os 23 pontos altos do meu ano, tantos como os anos que completei este ano.

Sei que estes textos acabam por ser mais interessantes a nível pessoal do que propriamente algo que deva partilhar com o mundo. Mas como este blogue acaba por ser um bocadinho uma espécie de terapia para mim, vou deixá-lo aqui na mesma, para mais tarde recordar.

E também contém algumas sugestões do meu top de filmes/ séries/ viagens/ comida/ to do list deste ano.

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1 - Com 23 anos saltei pela primeira vez de avião, a 5000 metros de altura. Foi uma experiência incrível mas agridoce porque passei metade da descida queixosa dos ouvidos, já que estava meia constipada e a diferença de pressão não ajuda. Mas quero voltar a saltar, agora já "cheia de tomates" e sem medos.

 

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2 - Em 2019 os Beatles continuaram a ser a minha banda favorita. E cada vez tenho mais pena de ter nascido tão tarde. Devia ter nascido em 1945 e estar nos meus vintes no auge da carreira deles. Estou a ouvir something enquanto escrevo este número 2. Daí a referência, impossível de não fazer.

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3 - A coca cola zero continua a ser a melhor bebida não alcoólica do mundo. E não me venham com a história do adoçante cancerígena. Em 2050 metade da população portuguesa vai ter cancro, quer bebam cola zero ou normal. E entre cancro ou diabetes/obesidade, prefiro cancro. Palavra de estudante de medicina.

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4 - Ter 23 anos é giro mas não quero fazer 24. Sinto-me cada vez mais velha e distanciada da realidade de outros amigos meus que com 23/24 já trabalham e já estão a estabilizar as suas vidas. Eu continúo a estudar medicina, pelo menos mais 1 ano e meio, 2 se contarmos com o temido exame de especialidade, em novembro de 2021. No entanto, nem sempre isto é mau. Só de pensar que depois vou trabalhar durante uns 40 anos, a estabilidade financeira nem sempre compensa a retirada da liberdade que a vida de estudante nos dá. E pensar em rotinas dá-me comichão. E em acordar cedo todos os dias também. Mas vou ter que me habituar, já que no próximo semestre vou ter aulas todos os dias de manhã. Um sonho, eu sei.

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5 - O segundo melhor restaurante onde comi em 2019 foi sem dúvida "o Barqueiro" na Madeira, em fevereiro deste ano, quando fui visitar os meus primos. Todos os restaurantes lá foram incríveis mas tenho que realçar este. Desde as entradas às sobremesas, não desiludiu. 

O primeiro foi o Dali food house, bem pertinho da minha casa em Canidelo. Estou mortinha por voltar lá outra vez. Não tenho fotos mas vale mesmo muito a pena pela carninha. E pela própria experiência museu do restaurante, cheia de referências à história de vida e obra de Dali. A sangria também não fica atrás. IncríBel!

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6 - O meu sítio favorito na Madeira foi a Ponta de São Lourenço. Não terminei o percurso porque a minha tia que estava comigo e com os primos ficou cansada. Mas prometi voltar assim que possa, para terminar e fazer também levadas! Também vi o Salvador Martinha lá na Madeira. Giro.

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7 - A minha parte favorita de janeiro foi ter conhecido logo no primeiro dia (ou talvez até na última noite de 2018, já que fomos à mesma festa de passagem de ano!) uma das minhas atuais pessoas favoritas, Pedro Guedes de seu nome. Uma pessoa muito especial, com interesses culturais muito semelhantes aos meus e com uma visão da vida muito particular. Sei que nem sempre estou tão disponível como ele gostava mas nutro por ele um carinho muito especial. E é alguém que quero levar daqui para a frente.

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8 - De fevereiro já falei, a madeira foi o ponto alto. Adorei privar com os meus primos, desde as conversas aos jogos de cartas, às fotos e aos passeios. Tenho muita sorte por tê-los e mesmo que fique séculos sem os ver, quando estamos juntos, voltamos a ter 10 anos e a ser felizes.

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9 - No final de fevereiro também fui a Barcelona com o Pedro Guedes (sim, com apenas 2 meses de amizade já estavamos assim) e foi uma escapadela inesquecível. Pouco dinheiro e muita vontade. Nunca mais me vou esquecer de dançar feita doida a beber gin num bar em que estavam no máximo, mais 5 pessoas. E de dormitar no casino. E de ver o nascer do sol mais bonito do mundo. E de fazer yoga na praia enquanto posava para o meu fotografo privado. E de comer paelha num restaurante ligeiramente chique. E de dormitar novamente no Parque. E de andar imenso para subir aos Bunkers. E de ser muito feliz na companhia deste grande amigo.

Em fevereiro também vi o Sinel em Coimbra. E continua a ser o meu humorista tuga favorito de todo o sempre.

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10 - Em março fui sozinha a Londres/Salisbury/Bath. Apeteceu-me e foi incrível. Pontos altos? Ver o nascer do sol no Hyde Park (lindo demais!) e ir ao stonehenge, um dos meus locais favoritos de todo o sempre, onde senti uma emoção para além do que é possível e explicável por palavras. Em março também vi Batáguas no Sá da Bandeira. Giro. E poderia ter sido ainda mais se eu não tivesse decorado o texto dele no levanta-te e ri. Assim foi só giro. Mas o que ainda foi mais giro foi ir beber um copo com ele e com mais fãs no final do espetáculo. Adorei, principalmente conhecer os outros fãs, que eram incríveis.

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11 - Em abril fui guia da Rebel, a viagem de finalistas do secundário onde eu própria já tinha ido outrora como finalista. Foi uma experiência incrível e memorável. Adorei, acima de tudo, perceber que afinal há esperança para a nova geração e que há miúdos com 17/18 anos super queridos. E também adorei os amigos que lá fiz. Uma experiência a repetir, se tiver oportunidade. Neste mês também vi Manuel Cardoso no Porto e gostei muito!

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Em abril também conheci o Rúben, que também se tornou numa das minhas pessoas favoritas deste mundo e do outro muito rapidamente. E é daquelas amizades loucas que eu preciso mesmo na minha vida. (Amo-te puta!) E por gostar tanto dele vou quebrar a regra de 1 foto por ponto e meter aqui uma com ele também. E para além de amigo, é dos meus stand up comedians favoritos, batido por poucos na interação com o público e improviso.

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12 - Em maio fui visitar um dos meus melhores amigos, o meu querido Henrique (que amo de paixão há mais de 8 anos), a Albufeira, onde ele estava a estagiar há uns meses. Estive numa casa partilhada com outro grande amigo, o Alex (que também já é meu amigo há coisa de 11 ou 12 anos!) e mais uns amigos dele. Foi muito divertido e uma maneira diferente de passar metade da minha queima. Nunca tinha ido à Oura e aquele ambiente é, mais uma vez, inexplicável. Muita loucura e culturas diferentes numa só rua.

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13 - Em junho fui sozinha a Bilbao e apaixonei-me pela cidade. Para mais informações, consultar os dois últimos posts. O Guggenheim de Bilbao tornou-se automaticamente o meu museu favorito de todo o sempre. Futuramente pretendo ir aos outros dois e tirar a prova dos nove.

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14 - Em julho não fiz nada particularmente relevante a não ser passar no recurso de Cirurgia Digestiva, já que tinha chumbado na primeira fase. E depois tive uma reação anafilática engraçada, em que fiquei uma mistura entre um peixe balão e um suíno com varicela. E fiquei 3 semanas metida em casa porque não podia apanhar sol enquanto tomava corticóides. Óptima maneira de passar metade das minhas férias.

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15 - Em agosto o tempo esteve uma porcaria, também não fiz grande coisa. E mesmo quando estava, apetecia-me ficar em casa a escrever e a papar séries. Papei umas quantas, entre elas a última temporada de casa de papel (*óbvio*) e sobrevivente designado (todas as temporadas!).

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16 - Em setembro voltei a Coimbra e descobri que o quinto ano de medicina é muito mais exigente que os anteriores. E tive que começar a fazer fichas de cardiologia e trabalhos logo no início. Não foi giro.

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17 - Em outubro fui a Madrid com a minha grande amiga Maria. Já tinha ido, mas desta vez foi diferente com ela. Passeamos muito e a parte melhor foi mesmo ir ao Parque Warner, que nunca tinha ido. Também gostei muito de voltar a sentir a vibe linda do Retiro. E fui ao Museu do Prado e ao Rainha Sofia, sendo que gostei mais do segundo porque vi Miró e Guernica do Picasso ao vivo.

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19 - Novembro foi mês de não sei muito bem o quê. Não fiz grande coisa mas até gostei do mês. Fui a Leiria ver o solo do meu Rúben com o meu Jorge, que é como quem diz, outra das minhas pessoas favoritas de 2019. Habituei-me *mais ao menos* à rotina do estudo e comecei a dar-me super bem com a minha colega de casa Lili, que é provavelmente a pessoa que mais me atura hoje em dia, no bom e no mau, e outra das minhas pessoas favoritas da atualidade.

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20 - Dezembro. Orais e merdas. Fui ver o solo do Rui Cruz. Nunca o tinha visto ao vivo e adorei. O texto, a voz, a atitude e até o aparente desleixo pelo físico/entrega na alma. Ele passou para a minha lista secreta de homens com quem um dia eventualmente não me importaria de casar, que acaba por deixar de ser secreta sempre que aqui a exponho. Mas o que vale é que só meia dúzia de pessoas se dão ao trabalho de ler as minhas reflexões até ao fim. E conto com essas para não lhe irem dizer que está na minha lista ou caso contrário ele também vai querer e depois tenho mesmo que casar. Fiquei super fã e com vontade que ele faça mais, para eu poder estar lá para apreciar, o verdadeiro artista. 

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21 - O meu livro favorito de 2019? Difícil. Mas talvez Homo Deus do Harari ou Ensaio sobre a Lucidez, do meu um e único, Saramago.

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22 - Filme favorito de 2019? Tenho três.

Joker, por razões óbvias. Interpretação brilhante e filme tão bem executado que acredito que haja um antes e depois de joker no cinema, tal e qual como cristo na igreja católica. A saúde mental é algo que me vai sempre tocar de uma maneira muito diferente. Não coloquei em nenhum ponto mas este ano criei uma página de awareness ligada à saúde mental, intitulada The pineapple mind, em março. A página esteve a bombar até meados de junho mas depois deixamos de ter ideias para conteúdo (escrever posts todos os dias durante 4 meses be like). Mas ainda a mantendo ativa, fazendo reposts de páginas semelhantes ou com ocasionais posts originais.

Marriage story, por mostrar que uma história linda, tal como na vida real, nem sempre é para sempre. Na maioria das vezes não é. E não há menos amor por isso. Somos é pessoas diferentes com necessidades diferentes e nem sempre o amor vence tudo. Tal como no filme. E o Adam Driver também passou para a minha querida lista secreta de homens com quem não me importava de casar!

Patch Adams que vi no início do ano, apesar de não ser de 2019 (nem nada que se pareça!), e mudou a minha forma de ver o meu papel na medicina. Deixei de me sentir mais uma, quando me apercebi que tenho competências humanas que me diferenciam da maioria e que são, sem dúvida, as que vão fazer de mim uma óptima médica. O amor e o respeito pelos doentes serão sempre o que me move.

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23 - Série favorita? Continua This is us. Pela profundidade sentimental. Por incrível que pareça, está a dar blackbird dos Beatles, que faz parte da banda sonora de um dos últimos episódios desta última temporada. Não consigo explicar muito bem porquê que nutro um amor tão grande pela série. Sei que há outras muito melhores. Mas olhem, é o que é. Passo a vida de lágrima no canto do olho.

 

E a grande maioria dos pontos focam-se em viagens ou em pessoas. Que acabam por ser as minhas duas das minhas cinco grandes paixões. A par da literatura, da comédia e da música. Estou muito grata por este ano.

 

Que venha 2019 porque eu estou com mais vontade de conhecer locais e pessoas incríveis, comer bem, ler muito, escrever muito e aproveitar ainda mais.



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