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Caríssimos leitores,

Não vou lamentar pela ausência prolongada de textos lançados publicamente neste blogue uma vez que estive numa fase de introspeção em que preferi escrever poesia mais intimista e crónicas mais pessoais. 

Entretanto, também me estive a cultivar numa verdadeira chuva de conteúdos, encharcada de livros pendentes e de álbuns de novos talentos musicais embora não queira referir particularmente nenhum para já (primeira ideia para futuro post, check).

E por falar em clima, se há pessoas que adoram o verão e o calor, eu, pelo contrário, sinto que murcho nessa altura do ano, não sei se por ser uma "flor" cuja temperatura ideal não é muito alta ou se por ter sérios problemas com rotinas mas também com a ausência delas. 

De qualquer forma, sinto que já tinha necessidade de escrever publicamente, também para perceber se ainda há quem aprecie a minha escrita e divagações. 

Como já devem ter repararado, há uns tempos decidi mudar o título e o link do blog uma vez que ultimamente escrevia sobre tudo menos poupança ou "pobrices" e fazia um esforço para enquadrar posts no tema, sem que muitas vezes estivessem estritamente relacionados com ele. Assim sendo, optei por um título que me permite ser tão livre quanto gosto na forma e no conteúdo.

Como já não escrevo desde maio e entretanto fiquei a dever-vos dois posts sobre duas viagens (Bilbao e Madrid) e outras tantas peripécias, vou resumir aqui os meus últimos meses:

 

Polítiquices

Viram no último post da reflexão sobre as eleições europeias a minha dissolução mental sobre partidos e ideias. Pois bem, a situação não melhorou. Estou seriamente desiludida com a política em geral e com os lobbies da mesma. Se em tempos eu fiz parte de uma juventude (ainda que nunca tenha feito parto do partido em si), hoje em dia encontro-me a tentar perceber realmente qual é a minha verdadeira inclinação política e se efetivamente faz sentido estar inserida nesse meio. E afastei-me um pouco para ajudar à reflexão. Uma vez que atualmente o meu horário da faculdade é pesadíssimo e incompatível com as assembleias à quinta, pedi suspensão temporária de mandato na Assembleia Municipal de que faço parte como deputada e ainda estou a ponderar se volto ou não - mas este assunto dá demasiado "pano para mangas" de maneira que não vou tentar costurá-lo às três pancadas sem máquina de costura para tal. Vou deixar a poeira assentar e com as ideias organizadas, escrever sobre isso num post futuro.

 

Bilbao 

Adorei a viagem que lá fiz em junho mas como vocês tendem a apreciar os meus textos sobre as minhas viagens baratas, vou tentar encontrar todas as informações que retive na altura (fui no início de junho) e escrever um post completo sobre essa experiência!

 

Exames do segundo semestre do quarto ano (e o ano académico em geral)

Pois bem, o quarto ano de medicina passou num verdadeiro piscar de olhos e achei incrivelmente tranquilo, sendo que o segundo semestre foi delicioso, não só por gostar particularmente das cadeiras e dos professores mas também por fatores da minha vida pessoal que ajudaram. Sinto que também vos devo um post sobre voltar à faculdade depois de congelar a matrícula uma vez que acho realmente que pode ajudar pessoas com medo de estar na mesma situação (por inúmeras mensagens que fui recebendo durante este ano).

Ainda assim, a época de exames do segundo semestre foi mais exigente que a do primeiro, talvez porque não estudei regularmente durante o semestre, deixando tudo para a última, na época de orais e exames. Se a oral de cirurgia foi a que definitivamente não me correu bem (e sei que, definitivamente, por falta de estudo), o exame não correu melhor. Tive que voltar a repeti-lo no recurso, quando já estava esgotada de tanto estudar em tão pouco tempo. Ainda assim, por milagre, acabei com 15 à cadeira de Patologia Digestiva, um pouco sem perceber como, muito embora a nota final fizesse média com Gastroenterologia, especialidade que gostei mais e tive mais interesse em estudar. O resto correu tudo nos conformes.

 

Mega reação anafilática a vá-se lá saber a quê

Ainda estava eu de "ressaca" do recurso de cirurgia, ainda sem acreditar que estava finalmente de férias quando, no primeiríssimo dia de praia, fui picada/infetada por elemento desconhecido e acordei no dia seguinte com a cara da Fiona e manchas por todo o corpo. Como os lábios e o pescoço incharam a níveis consideráveis, tive que levar cortisona a dose de cavalo. A primeira ida às urgências não resolveu, tive que voltar uma segunda, o meu rabo sofreu com as injeções intra-musculares de cortisona e tive que andar à posteriori durante semanas a tomar corticóides e anti-histamínicos. Se estão a pensar, tal como eu na altura, que as minhas férias não podiam ter começado de melhor maneira, desenganem-se se acham que acabaram melhores. 

 

Agosto ventoso que me tirou a vontade de ir à praia

Em agosto foram raros os dias em que me apeteceu ir à praia. Andei meia desligada do mundo, não sei se pelo efeito depressivo da cortisona, pelo cansaço acumulado ou pelas más notícias que recebi no entretanto. De qualquer das formas, fui fazendo alguns trabalhos de promoção para juntar dinheiro para os meus caprichos e vi 8362826 séries em atraso, tendo papado metade da netflix e HBO. Óbvio que vi Casa de Papel em 2 dias, Elite noutros 2, as várias temporadas de Sobrevivente Designado em mais alguns, entre outras quantas. Acho que até me cansei de ver séries!

 

O sonho de ir de Erasmus pelo cano abaixo - as tais más notícias de agosto

Pois é, ainda que não tenha puxado o autoclismo voluntariamente, depois de ter sido colocada exatamente na cidade que eu tanto queria (Praga) e de ter tudo mais ao menos planeado, não tive vaga às pediatrias por sobrelotação com outros estudantes erasmus que se inscreveram mais cedo (por falhas de comunicação entre a minha faculdade e a de Praga). Uma vez que na minha faculdade o quinto ano é barreira - ou seja, não fazer alguma cadeira significa que não passamos para o último e desejado sexto ano - não podia de todo partir à aventura sem a certeza de poder fazer todas as cadeiras. Assim, para mal dos meus pecados, tive que ficar em Coimbra, com um sentimento agridoce porque queria mesmo mudar de ares e viver noutro país durante um ano, na certeza porém que ainda me posso candidatar para ir no sexto. Mas chega do assunto aborrecido que ainda me deixa tristonha com vontade de embarcar pelas tubagens da canalização à procura dele. 

 

Quinto ano de medicina a começar bem no início de setembro, para não me habituar a estar de férias

E não é pera doce! Uma carga horária pesada e cadeiras muito mais exigentes que no quarto ano. Voltamos a ter "trabalhos para casa" a Cardiologia e temos fichas para levar completadas para as aulas práticas todas as semanas, depois de ter as respetivas matérias previamente estudadas. Eu acho incrível porque como boa preguiçosa que sou, se não me estimulam a estudar regularmente com estas técnicas, dificilmente o vou fazer. Estou a adorar cardiologia, pneumologia e MGF. Não estou a adorar ginecologia e obstetrícia, muito por conta de não gostar particularmente das professoras nem da especialidade em si. Pediatria e cirurgia cardiotorácica e vascular estão num meio termo. 

 

Eu e a natação sincronizada

Ficaram curiosos com a natação? Infelizmente não é bem nadar mas é parecido, tenho aulas em 4/5 pontos distintos da cidade de Coimbra. Leram bem. Hospital dos Covões, Maternidade Daniel de Matos (e às vezes pediatria na Bissaia), Hospital Pediátrico e claro, HUC/pólo 3. Daí passar a vida a fazer piscinas de carro de um lado para o outro e a dar em doida à procura de sítios razoáveis onde estacionar. O tempo parece que está a passar a correr por esse mesmo motivo, não tenho tempo para nada fruto do horário puxado versus mil piscinas pela cidade sem tempo de respirar entre tanto mergulho.

 

Em Madrid mais uma vez

Como foi a viagem mais recente, está tudo bem fresco na memória e prometo que na próxima semana vos conto tudo num post próprio, bem ao estilo de Barcelona ou Londres com pouco budget!

 

Por último, a vontade de voltar a escrever regularmente no blogue

Faz-me tão bem e parece que às vezes me esqueço do quão esta escrita livre é terapêutica para a minha pessoa. A escrita é das poucas coisas que posso genuinamente dizer que amo. Só que, por vezes, fruto de inúmeras inseguranças na qualidade da mesma, deixo de achar que é relevante partilhar o que escrevo e penso com os outros. 

Nos últimos tempos tenho escrito apenas contos, crónicas e poemas. O livro está parado novamente, por falta de inspiração para o terminar com a dignidade que ele merece. Li algures que o Lobo Antunes só teve o primeiro romance publicado aos 30 e tal. Será que vou ser igual? Se for com a mesma qualidade literária, definitivamente não me importo! Até porque não ando nestas andanças em busca de reconhecimento, ando porque como já por outras palavras dei a entender, é uma paixão que me faz muito feliz!

 

 

 


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