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Lunáticos,

 

Desculpem pela demora da descrição do segundo dia!

Estive com muitos afazeres da faculdade e com muita coisa para ler, ver e entretanto distraí-me com tudo isso. Mas como mais vale tarde do que nunca, aqui vai (se a memória não me falhar!):

Custo do primeiro dia = 47,5€

 

No segundo dia acordei bem cedo porque decidi fazer uma excursão até San Juan de Gaztelugatxe, uma terra bem perto de Bilbao (penso que demorei cerca de 50 minutos de autocarro!). Descobri na internet esta terrinha incrível num site de excursões a partir de Bilbao. Faziam publicidade à "Dragonstone", a famosa terra de Game of Thrones. E pediam cerca de 65€ pela excursão. Decidi pesquisar se havia transportes públicos até lá e se podia fazer a caminhada até à capela por conta própria. E fiquei toda feliz quando descobri que sim! Há muito pouca informação na internet sobre os autocarros de Bilbao e os respetivos preços. Mas ainda me lembro, apanhei o autocarro 3518 da BIZKAIBUS na Plaza Moyúa, que era bem perto do hostel.  A viagem custava apenas 2,55€, gastando no total 5,10€ por ida e volta. O único senão é que o autocarro deixa-nos em Bakio, sendo que a última paragem é junto ao miradouro Bakioko begiralekua. Deixo-vos aqui uma foto tirada a partir dele. 

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Do Miradouro até à famosa ilha onde tem a capela onde nos tempos da inquisição se refugiavam mulheres acusadas de bruxaria, são cerca de 70 minutos a pé. Sim parece imenso mas são apenas 5 km e pouco. Não obstante, em terreno bastante inclinado, com muitas subidas e descidas e com imensas escadas. Vale totalmente a pena, principalmente pelo contacto com a natureza envolvente. Passamos por muitos prados, animais e espaços verdes muito diferentes, com o mar sempre ali ao lado a fazer-nos companhia.

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De carro dá para ir até bastante mais perto da ilha (poupa-se cerca de metade do tempo de caminhada). 

Mas como quem anda, sempre alcança (e a saúde também agradece), fui resiliente e apesar do calor que se fazia sentir (um dia bastante quente para início de junho) não parei. 

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Há um parque de estacionamento bem perto desta placa de início de caminhada (para os que só aqui começam). E um barzinho bem acolhedor que vende bebidas e gelados. Como estava a morrer de calor, comprei um gelado que acho que me custou cerca de 2€.

Continuei depois o passeio e não me arrependi em nenhum momento.

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As vistas são de cortar a respiração. E o silêncio/calmaria é qualquer coisa de extraordinário. Não se sente qualquer tipo de marca (para além das escadas e corrimãos de madeira) ou ruídos urbanos. E é tão bom...

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Dizem que são 241 degraus que nos levam até ao topo da ilha, onde está a capela. E foi nesses degraus que foram filmadas várias cenas da Guerra dos Tronos. Mas nessas, em vez de uma igreja, “existia” o castelo Dragonstone, criado digitalmente. Aqui, Daenerys Targaryen mostrou os seus bebés-dragões, a John Snow. E é tão engraçado ver isto de uma outra perspetiva, na vida real.

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As paisagens de praia/rochas envolventes também são para lá de lindas. 

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Lá em cima há a tal capela, dedicada a São João Baptista, de quem a ilha recebe o nome. Embora estivesse fechada, tem uma série de cordas para que possamos "tocar o sino" da parte de fora.

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Alguns historiadores – cronistas da ilha vizinha de Aketze, da cidade vizinha de Bakio e Cabo Matxitxako –, dizem que a capela, devido à sua posição na Baía, permite observar toda a costa e foi um refúgio templário: em 1053, a ilha foi doada a um monge chamado Zianno, aparentemente o abade de São João da Penha, em Huesca, por um casal, Dona Tota Ortiz e o tenente Eneko López.

A importância estratégica do local ficou registada na história quando se tornou o ponto principal da resistência contra o avanço do reino de Castela sobre o de Pamplona, no século XIV, durante o reinado de Alfonso XI: a capela Gaztelugatxe foi defendida por apenas sete cavaleiros (chefiados por Juan Núñez de Lara) por mais de um mês, contra o exército do monarca castelhano, que terminou retirando-se do local, humilhado e derrotado. Levaria mais de 300 anos para que Gaztelugatxe fosse pela primeira – e única – vez invadida: as tropas do pirata inglês Sir Francis Drake, em 1593, tomaram o lugar e levaram tudo o que conseguiram de valor. Pouco tempo depois, durante a guerra entre Espanha e França, catorze navios cercaram a ilha.

Hoje é apenas um local de peregrinação belíssimo.

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Ainda fiquei cerca de três quartos de hora lá em cima, só babada com a envolvência daquele local, a meditar e a tirar fotos. 

Quando ganhei coragem, fiz o percurso inverso. Mas quando voltei a passar no tal bar de madeira, pedi uma cerveja de 3€ que me soube "pela vida", pelo calor e pelo cansaço acumulado de tantas subidas e descidas.

De seguida voltei até à paragem do autocarro. Penso que havia autocarro apenas de hora a hora então se perdesse aquele teria que esperar ainda bastante tempo em Bakio, o que me iria atrasar imenso os passeios que tinha planeado para a tarde. Felizmente consegui chegar a tempo. 

Custo total: 47,5 + 5,10 + 2 + 3 = 57,60€

 

Quando cheguei a Bilbao estava cheia de fome, já passava da hora de almoço e decidi experimentar o metro, só para ver como era, se valia a pena e para chegar mais rapidamente à zona histórica/central onde queria parar para almoçar.

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Acho que o preço do metro rondou os 2€. Comprei apenas uma viagem porque não pretendia andar mais de metro o resto do dia, foi só mesmo para experimentar e conseguir almoçar rapidamente. Apanhei na Praça Moyúa, onde tinha apanhado o autocarro inicialmente e saí na paragem junto à Praça Miguel Unamuno. Daí caminhei pelas ruas do centro até ao Mercado.

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Pelo caminho ainda passei pela Catedral Joan Santuen Eliza.

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No mercado de la ribera almocei umas belas de umas tapas com uma sidra a acompanhar. Havia imensos mini restaurantes lá dentro, estilo Bom Sucesso para quem é do Porto/ TimeOut para os Lisboetas. Muito giro e vale 100% a pena.

Gastei cerca de 7€ por 3 tapas e a bebida.

Custo total: 57,60 + 7 = 64,60€

 

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Depois de ter a barriga cheia, decidi voltar às caminhadas, sendo que ainda parei em algumas igrejas e na Biblioteca Municipal. Deixo-vos algumas fotos.

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Sim, voltei à zona do Guggenheim porque foi uma das minhas favoritas e precisava de ir a um shopping, já que me sujei na tshirt ao almoço e não queria andar suja o resto do dia (e no fundo, todas as desculpas são boas para comprar uma blusinha nova). Para além disso o shopping Zubiarte ficava ao lado do parque Casilda Iturrizar, onde queria ver o pôr do sol de seguida. 

Não vou contabilizar a blusa para custo final, no entanto ela custou 20€ e ainda hoje é das minhas favoritas pela simplicidade/tecido leve. Comprei numa loja espanhola.

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Como já não tinha muito tempo até ao autocarro de volta, decidi passear um pouco mais pelas ruas e jantar num Burguer King relativamente perto da estação de autocarros.

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Fiz questão de gastar apenas 5€ no jantar para dar conta certa, de 70€ para 2 dias em Bilbao e San Juan de Gaztlugatxe, com dormida, refeições e viagens incluídas.

No final ainda passei pelo Estádio do Bilbao, San Mamés Stadium que, tal como a restante cidade, é de uma arquitectura incrível e bem integrada nos restantes elementos envolventes.

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Fui-me embora com muita vontade de voltar! Bilbao passou diretamente para a minha lista de cidades favoritas. Vale mesmo a pena!

E apesar de ambos os posts terem sido bem longos, espero ter passado bem a mensagem de que acima de tudo foi mais do que mais uma viagem económica para mim: foi muito especial!

 

Ps. Viajar sozinha continua a ser um prazer imenso, pela liberdade e pela possibilidade de ultrapassar certos medos ou barreiras. Fico sempre a achar que sou uma mulher do mundo. E cada vez mais!

Ps2. Sei que também ainda falta o post da viagem barata a Madrid, que fiz em outubro. Vou tentar escrever durante o fim de semana, agora que estou numas mini-férias até começar a estudar para os exames da faculdade de janeiro.

 

 

 


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