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  Yeeeeeei, mais um dia dos namorados solteira! Não há mágoa nisso não! Só orgulho, por não precisar de ninguém para conseguir ser verdadeiramente feliz.

  E agora perguntam-se se o postal do costume vem por este meio apenas falar dos benefícios de estar solteira. Não vai acontecer. Venho fazer um bocadinho o oposto. Tentar debater um pouco acerca do sucesso ou insucesso das relações e dos problemas que elas enfrentam na atualidade.

  Sim, Diana, mas tu não tens relações amorosas sérias e duradouras há anos, não percebes nada do assunto, afirmam vocês. Poderia ser verdade, se eu não tivesse, para além de relações fortes de amizade e familiares, exemplos de tantas outras relações amorosas desses mesmos familiares, amigos e conhecidos.

   E não é menos verdade que, por saber o que é uma relação a sério, um amor real e verdadeiro e por achar que não mereço menos do que isso, não tenho investido em relações amorosas que à partida já acho que vão falhar.

   Anyway, a ideia não é falar sobre a minha vida pessoal mas sim dar-vos a minha perspetiva sobre os três passos que, a meu ver, levam ao sucesso das relações amorosas.

 

Passo 1 - Como diz o Gustavo Santos, ama-te!

   Pode parecer simples mas não é. Mas é o primeiro passo para qualquer tipo de relação resultar. Gostarmos de nós próprios, antes de gostarmos dos outros. Termos auto-estima. Termos noção daquilo que verdadeiramente somos, das nossas qualidades e defeitos, sem que ninguém tenha que nos dizer. Sabermos que aquela pessoa que gostamos, por muito que seja extraordinária, tem em nós alguém tão ou mais interessante a acompanhá-los.

   Li algures que uma relação não é junção de duas metades mas sim a união de dois inteiros. E eu concordo a 1001%, isto porque penso que só quando as duas pessoas são verdadeiramente felizes por si só é que conseguem trazer ainda mais felicidade para a vida de alguém. Eu quero alguém que me complete, que me ensine algo mas acima de tudo que torne a minha vida, que já é óptima, ainda melhor. Mas sem nunca depender dele para que já seja óptima. 

   E se algum dia verificarmos que é esse o problema, se estamos dependentes de outra pessoa para sermos felizes e/ou não gostamos do que somos, temos, primeiramente que nos resolver e nos cultivar. Temos que afinar as arestas que há para afinar, percebermos os motivos para não gostarmos de nós, sejam físicos (sendo que quase tudo é sanavél) ou psicológicos. E antes de querermos ter uma relação a todo o custo, sem os pré requisitos para tal, é necessário investirmos em nós e iniciarmos uma relação de amor próprio.

   E tudo isto também é válido para a questão dos ciúmes. Porque ciúmes q.b., com uma dose de boa disposição à mistura, é saudável. Ciúmes patológicos não. Simplesmente porque primeiramente, se estás ciente daquilo que és, a outra pessoa também tem que estar e não te quer perder, por saber a pessoa incrível que és. Em segundo lugar, porque numa relação tem que haver honestidade e se porventura algum dos dois conheceu outra pessoa e tem vontade de estar com ela, é tão simples de resolver como ser honesto, sem medos. Se isso acontecer é porque a relação já não era para ser e como dizia a minha querida avó, perdes um autocarro mas esperas um pouco que há de aparecer outro que te leve ao mesmo sítio ou até mais longe (ou mais perto daquilo que mereces!).

 

Passo 2 - a relação é, como o número deste passo, apenas e só a dois

   Tenho vindo a perceber que este passo não é lógico para a grande maioria das pessoas e penso que também é o motivo de tantas e tantas relações não funcionarem. E isto é válido para qualquer tipo, mas falha principalmente nas amorosas. 

   Se eu, sujeito X, mantenho uma relação com Y e ela por algum motivo não está a funcionar ou se está a passar por algum momento complicado, porque motivo devo falar sobre Y com Z, que nada tem que ver com a situação e por ter mais afinidade comigo, X, vai sempre tender para me dar razão, por mais imparcial que seja? E o contrário também é verdadeiro. 

   As relações devem ser vividas a dois. Só e apenas a dois (excepto no caso daquelas brincadeiras ocasionais que os homens tanto fantasiam e que algumas mulheres acedem). Se é com o meu amigo que estou chateada, é com ele que devo falar para resolver a situação. Sem público e sem conselheiros que para nada servem a não ser para pôr lume na fogueira ou para darem em pseudo psicólogos que por muito boa vontade que tenham, influenciam sempre, mesmo que apenas no vosso subconsciente. 

  A título de exemplo, uma das minhas melhores amigas namora há mais de 5 anos com um rapaz. Apesar de sermos super chegadas, eu nunca soube de nenhuma zanga deles por ela. Não que não as tenham. Mas porque as sabem resolver sozinhos, sem a influência de terceiros. E por algum motivo são um dos casais mais queridos que conheço e dos únicos em que vejo tanto futuro que me imagino a estar presente no casamento deles. A Kika já me ensinou muitas coisas. Mas esta foi uma das principais. Ela sabe que pode contar comigo para tudo. Mas mesmo assim, mantém a sua relação a dois, tal como quando existe algum problema entre nós, como amigas, não vai falar disso com outras pessoas porque somos adultas e sabemos resolver-nos sozinhas. 

   É uma dica que pouca gente valoriza e que faz muita, muita diferença. Vivam as coisas apenas e só a dois. E com sorte, as coisas vão correr tão bem que em breve serão três , quatro, cinco mas sempre com a mesma máxima: a dois.

 

Passo 3 - Arranjem tempo para quem vos faz feliz

   No meio de vidas agitadas, trabalho, estudo, tarefas domésticas, hobbies e tanta gente para estar e conviver, é difícil arranjar tempo para tudo. Mas não é impossível. Uma boa gestão de tempo é necessária, por nós e pela aquela pessoa que nos ama, que nos quer bem e que merece e nos quer presente na vida dela e que acaba por melhorar a nossa. 

  Tirem tempo para namorar, para fazer coisas que ambos gostem ou até para coisas que apenas um gosta mas que o outro acompanha, revezadamente. Tirem tempo para serem felizes e para não fazerem mais nada a não ser contemplarem-se. Tirem tempo para se lembrarem do porquê daquela pessoa fazer sentido nas vossas vidas. E se já não se lembrarem, não faz sentido continuarem com algo que não vos preenche. Volta a teoria do autocarro! 

   Há uns tempos vi um vídeo no youtube sobre o tempo que nos resta com as pessoas que amamos. É assustador. Vivemos alienados daquilo que realmente importa. E só nos damos conta quando perdemos alguém que amamos cedo demais. Porque não contrariar a tendência e dar aos outros a importância que merecem?

  Se verdadeiramente gostas de alguém, esforça-te por verdadeiramente mostrar isso todos os dias e não apenas num dia criado para fins comerciais. O teu amor merece isso, 365/6 dias por ano. 

 

   O amor é lindo. Deixo-vos uma parte que me recordo de um poema que escrevi no secundário, recriação do "Amor é fogo que arde sem se ver", do Camões.

"(...)

O amor é um enigma penoso. 

É um grande, indescritível sentimento.

Mas por tão pesado e misterioso,

Não se sabe se é bom, ou um tormento.

(...)

O amor é estar preso e não poder fugir,

Ou poder mas, de tanto amar,

Não conseguir."

 

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